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Associação atua com firmeza na Assembleia do Hot Beach Suítes e expõe falhas na gestão condominial

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A Associação dos Multiproprietários do Hot Beach Suítes participou ativamente da Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 27 de março de 2026, no empreendimento Hot Beach Suítes Olímpia, evidenciando pontos críticos na gestão administrativa, contábil e operacional do condomínio.

Representada por José Márcio de Oliveira (diretor tesoureiro), Dr. Irineu Bocchini Júnior (assessoria jurídica) e Patrick Pimentel Merichelo (associado), a entidade teve atuação destacada na defesa dos interesses dos multiproprietários, promovendo questionamentos técnicos e jurídicos ao longo de toda a reunião.

Restrição de participação e questionamentos já no credenciamento

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Logo no início, a Associação apresentou 24 procurações válidas conforme o edital de convocação. No entanto, apenas 15 foram aceitas, sob a justificativa de restrições aplicadas às cotas do tipo “Special”.

A Associação contestou a decisão, apontando inconsistência no critério adotado, especialmente diante da ausência de outros representantes das unidades. Ainda assim, a limitação foi mantida com base em interpretação da convenção condominial.

Outro ponto de preocupação foi o início da assembleia antes da finalização do credenciamento, situação corrigida após intervenção imediata da Associação.

Tentativa de restrição à transparência

Durante a abertura, foi anunciada a proibição de gravações de áudio e vídeo pelos participantes, embora o próprio áudio da assembleia estivesse sendo gravado pela administração, que poderá ser disponibilizado mediante solicitação formal.

A medida gerou questionamentos, por impactar diretamente a transparência e o direito à informação dos proprietários.

Déficit financeiro levanta alerta sobre gestão

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A apresentação da prestação de contas revelou um déficit de R$ 289.561,00 em 2025, com arrecadação de R$ 28,6 milhões e despesas superiores a R$ 28,9 milhões.

A administração atribuiu o resultado ao aumento da ocupação e dos custos com pessoal. No entanto, a Associação contestou firmemente essa justificativa.

Segundo o tesoureiro da entidade, o crescimento da ocupação é esperado e positivo, e não pode ser usado como justificativa para prejuízos. O problema, segundo ele, está na falta de controle e revisão das despesas operacionais.

Além disso, os dados apresentados foram considerados superficiais, sem detalhamento suficiente para análise adequada de economicidade e eficiência.

Problemas operacionais e insatisfação dos proprietários

Diversos pontos operacionais foram levantados durante a assembleia:

Questionamentos sobre a qualidade da limpeza e dimensionamento da equipe;
Reclamações sobre demora no check-in;
Insatisfação com a retirada de água na recepção;
Problemas recorrentes nas cancelas dos estacionamentos;
Dúvidas sobre cobranças adicionais, como uso de toalhas.

As respostas da administração foram, em sua maioria, genéricas e sem apresentação de medidas concretas ou prazos.

Auditoria levanta irregularidade grave e reincidente

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A auditoria independente trouxe à tona um ponto crítico:

O Fundo de Reserva não está sendo depositado em conta específica, como exige a convenção condominial.

Trata-se de descumprimento direto da norma interna, já apontado anteriormente e novamente ignorado pela gestão.

Mais grave ainda, a auditoria foi apresentada sem ressalvas, mesmo diante de:

Déficit acumulado impactando o patrimônio;
Ausência de Depósitos do Fundo de Reserva;
Falta de detalhamento das demonstrações;
Ausência de notas explicativas.

Ao ser confrontado pela Associação, o auditor reconheceu a inconsistência de forma direta: “você está certo”.

Falta de clareza e limitações nas respostas da auditoria

Durante questionamentos diretos feitos pela Associação:

Não foi esclarecido quem contratou a auditoria;
Não houve detalhamento sobre despesas relacionadas ao grupo econômico;
O auditor não conseguiu responder a perguntas relevantes sobre custos.

Esses pontos reforçam a necessidade de maior transparência e aprofundamento nas análises financeiras.

Processo eleitoral gera questionamentos

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Após o edital de convocação da Assembleia, a Associação trabalhou arduamente realizando diversos contatos de empresas síndicas renomadas e bem aceitas no mercado, conseguindo levar para a Assembleia duas indicações.

A eleição da empresa síndica revelou forte desequilíbrio no poder de voto.

Embora a maioria dos participantes tenha votado em uma nova empresa, o resultado manteve a atual administração devido ao peso proporcional das cotas comerciais, concentradas em um único representante.

A situação gerou indignação entre os presentes e evidenciou distorções no modelo de votação.


Irregularidades na eleição do conselho

A condução da eleição do Conselho Fiscal e Consultivo também foi contestada pela assessoria jurídica da Associação.

Foi apontado que o procedimento adotado - votação em bloco de candidatos indicados - não possui previsão na convenção, que é falha neste sentido, sendo sugerido a votação individual, os mais votados individualmente seriam eleitos - não aceito pela presidência da assembleia e pela mesa.

Mesmo com impugnação formal, prevaleceu o modelo que prevalece as indicações dos 6 conselheiros pela incorporadora, novamente influenciado pelo peso das cotas comerciais.


Problemas estruturais seguem sem solução

Nas considerações finais, a Associação cobrou providências urgentes sobre problemas recorrentes nos apartamentos, especialmente relacionados à manutenção e aos sofás-cama.

A administração informou que estuda soluções, mas não apresentou cronograma, números ou plano concreto de execução.


Atuação firme em defesa dos proprietários

A participação da Associação foi marcada por postura técnica, ativa e combativa, buscando:

Garantir transparência;
Exigir cumprimento da convenção, mostrando quesitos que limitam a participação dos associados;
Cobrar responsabilidade na gestão financeira;
Defender os direitos dos multiproprietários.

Os trabalhos da Associação não para por aqui, após a Assembleia, serão protocolados diversos pedidos documentais ausentes na apresentação da Assembleia.

A entidade reafirma seu compromisso de continuar acompanhando de perto a gestão do condomínio e adotando todas as medidas necessárias para assegurar uma administração mais eficiente, transparente e alinhada aos interesses dos proprietários.

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